Como muitas pessoas, você também tem tendência a estrias. Cerca de 70% das mulheres e 40% dos homens são afetados. E embora, para algumas pessoas, elas sejam inofensivas, para outras são um complexo difícil de lidar. Por isso, se procura saber como tratar as suas estrias, descubra desde já as diferentes alternativas.
Sommaire
Quais são as causas das estrias?
As estrias são lesões cutâneas causadas pela rutura das fibras elásticas da derme. Estas fibras de colagénio e elastina rompem-se quando ocorre um estiramento intenso e súbito da pele. As circunstâncias mais comuns para o aparecimento de estrias são as seguintes.
1- A puberdade
Ah, a adolescência! Um momento por vezes complicado de viver, tal é o número de transformações que implica. A começar pelas modificações físicas: crescimento, mudança morfológica sob o efeito das hormonas sexuais. As estrias de crescimento, que afetam raparigas e rapazes, devem-se a uma distensão súbita da pele, sob o efeito de picos de crescimento ósseo particularmente rápidos. Tipicamente, estas estrias aparecem nas costas e nos membros (gémeos, braços). A isto juntam-se as estrias provocadas pelas alterações morfológicas – sobretudo nas raparigas que, ao começarem a menstruar, ganham subitamente peito, ancas e coxas.
2- A gravidez
A gravidez é uma das razões mais comuns para o aparecimento de estrias. Implica mudanças corporais muito intensas no corpo da mulher. A barriga vai arredondando ao longo dos meses, gerando uma tensão particularmente forte na pele. A isto somam-se as flutuações hormonais (estrogénios, progesterona, mas também cortisol): o resultado é claro para uma em cada duas grávidas. Finas linhas passam a marcar a pele da barriga. As estrias da gravidez surgem geralmente no final da gestação, mas algumas mulheres veem-nas aparecer logo nos primeiros meses, enquanto outras as desenvolvem no pós-parto. Convém saber também: a barriga é a zona mais afetada, mas outras áreas do corpo também podem ser atingidas, como o peito (que aumenta de volume), as coxas, as ancas e as nádegas.
3- O peso
As flutuações de peso rápidas e importantes têm consequências negativas na qualidade da derme. Sujeita a distensões súbitas – sobretudo se forem repetidas, como acontece nas dietas “ioiô” – perde tonicidade. Durante um aumento de peso significativo, a tensão sobre a pele pode ser extrema e a rede elástica pode ceder. O mesmo acontece com uma dieta drástica e uma perda de peso importante: a pele, inicialmente sob tensão, sofre um relaxamento súbito. O tecido conjuntivo, normalmente elástico, pode romper-se. É então que se observa o aparecimento de estrias.
4- O cortisol, a hormona do stress
Trata-se de uma hormona produzida naturalmente pelo corpo humano, que intervém na síntese dos nutrientes necessários ao seu bom funcionamento. Produzido pelas glândulas suprarrenais, o cortisol, conhecido como “hormona do stress”, atua na resposta orgânica ao stress pontual – libertação de açúcar a partir das reservas do corpo. Mas por vezes a sua produção desregula-se e o nível de cortisol no sangue torna-se anormalmente elevado. É o caso:
- No final da gravidez: é um fenómeno “normal” do corpo da mulher, que pode, ainda assim, causar estrias importantes.
- Em situação de stress crónico: a produção de cortisol é anormalmente elevada, sob o efeito de um stress permanente e intenso. Uma das consequências é a degradação cutânea, com secura da pele, comichão e rugosidade, além da possibilidade de estrias.
- No contexto de certas doenças, como a Síndrome de Cushing: um dos marcadores desta patologia é o aparecimento de largas estrias púrpura no abdómen, nas costas, no peito e nas nádegas.
Ora, um nível elevado de cortisol pode ter consequências prejudiciais para o corpo: perda muscular, excesso de peso, hipertensão arterial, osteoporose e fragilidade da pele, com aparecimento de estrias.
5- Os tratamentos medicamentosos
Alguns medicamentos têm efeitos indesejáveis na qualidade da derme. É particularmente o caso dos tratamentos à base de cortisona que, como o próprio nome indica, influenciam o nível de cortisol no sangue. Tomados a longo prazo (como acontece com doentes com inflamação crónica), podem provocar o aparecimento de estrias. Os tratamentos hormonais (pílula contracetiva, THS) também são possíveis fatores que favorecem o surgimento de estrias.
6- A hipertrofia muscular
Um aumento rápido e acentuado da massa muscular também pode provocar estrias. Porquê? Simplesmente porque a pele vai sofrer um estiramento importante e a sua rede elástica pode ceder sob o efeito dessa distensão. Os grandes desportistas, e particularmente aqueles que praticam atividades físicas que desenvolvem a musculatura (como o culturismo), são afetados por estrias ao nível dos ombros, dos braços, dos peitorais e dos dorsais. As estrias ligadas à hipertrofia muscular afetam particularmente os homens, cuja massa muscular “natural” é mais significativa do que a das mulheres.
Tratamento das estrias: as cremes anti-estrias
Para tratar as suas estrias, existem várias alternativas, começando pelos cremes. Para escolher bem um creme de cuidado anti-estrias, é importante ter em conta as suas diferentes propriedades:
- Deve compensar a fragilidade da pele dando-lhe a máxima flexibilidade.
- Deve nutrir a derme para reforçar a sua resistência.
- Se as estrias ainda estiverem inflamatórias (e, portanto, coloridas, com coloração entre o rosa, o vermelho e o arroxeado), um bom creme deve ter um efeito calmante e reparador.
- Deve hidratar em profundidade, para evitar qualquer secura cutânea que só agravaria o aspeto gretado das estrias.
Por isso, é importante analisar a composição de um creme anti-estrias antes de o adotar.
- Os cremes ricos em alantoína, ácido hialurónico, glicerina, vão atuar sobre a hidratação da pele, porque estes componentes funcionam como “captadores de água”. Assim, evitará a secura cutânea, as gretas e até a comichão que por vezes acompanha as estrias.
- Os cremes enriquecidos com pantenol (provitamina B5), prolina, ácido glicólico ou silício vão atuar na produção de colagénio, para reforçar a rede elástica da derme.
- Alguns ativos naturais como (mas não só!) o bisabolol (presente na camomila selvagem), o asiaticósido (proveniente de plantas como a centelha-asiática), a hipericina (hipericão) ou o faradiol (calêndula) têm uma ação anti-inflamatória particularmente eficaz nas estrias recentes.
Se estiver grávida, a composição do seu creme anti-estrias não deve incluir ingredientes nocivos para o seu bebé (como pode acontecer com certos componentes). O nosso Crème Vergetures, por exemplo, pode ser utilizado por todos, inclusive durante a gravidez e a amamentação, por não conter ingredientes sensibilizantes. Enriquecido com óleos vegetais naturais e extratos de plantas, respeita o filme hidrolipídico da pele (ação protetora) e nutre a derme em profundidade (ação regeneradora).
Tratamento das estrias: os óleos anti-estrias
1- Os óleos vegetais naturais
Cada pessoa tem as suas preferências: se prefere óleos a texturas cremosas, sem problema! Tem imensa escolha, porque muitos óleos vegetais naturais são particularmente benéficos para as estrias, antigas ou recentes. Entre eles, podemos citar:
- O óleo de amêndoas doces, um incontornável da cosmética, particularmente bom para cuidar diariamente da pele ressequida.
- O óleo de jojoba, cujo teor em ácido gadoléico o torna uma opção de eleição para diversas afeções cutâneas, como eczema, acne, queimaduras solares, cicatrizes e estrias!
- O óleo de macadâmia, rico em vitamina E, que previne a degradação da pele e acalma o estado inflamatório.
- O óleo de argão, muito eficaz contra o stress oxidativo que fragiliza os fibroblastos, células subcutâneas responsáveis pela produção de colagénio e elastina.
2- Os macerados oleosos
Alguns macerados oleosos também fazem maravilhas nas estrias. Um macerado oleoso consiste em deixar macerar numa base oleosa um vegetal (uma flor, uma planta ou até um legume!) durante 20 a 30 dias, para que os ativos desse vegetal se difundam no óleo, conferindo-lhe assim as suas propriedades. Para tratar as estrias, alguns macerados oleosos são particularmente eficazes: o óleo de borragem (anti-inflamatório), o óleo de cenoura (rico em vitamina A) ou o óleo de rosa mosqueta (regenerador).
3- As misturas de óleos vegetais
Por fim, os “cocktails” de óleos vegetais naturais permitem beneficiar das diferentes virtudes de vários óleos numa só aplicação. É o caso do nosso Huile Soin Vergetures, que reúne 6 óleos diferentes num só! Fácil de aplicar, penetra rapidamente na pele. Ajuda a cuidar e regenerar a derme em profundidade, ao mesmo tempo que protege a epiderme. Os seus resultados nas estrias são excelentes – 95% das pessoas que o experimentaram estão convencidas da sua eficácia.
4- Os óleos essenciais
Alguns OE são excelentes para cuidar das estrias. Entre eles, a lavanda aspic (anti-inflamatória), o alecrim verbenona (cicatrizante), o pau-rosa (regenerador), o cisto ladanífero (refirmante e reparador) ou o gerânio-rosado. Atenção, no entanto: os óleos essenciais não são inofensivos e são desaconselhados a mulheres grávidas e a amamentar. Por isso, antes de os utilizar, consulte um médico e/ou farmacêutico, que o poderá orientar.
Tratamento das estrias: as outras alternativas
Entre os outros tratamentos naturais para estrias, parece indispensável mencionar:
1- Gel de Aloe Vera
Trata-se de um hidratante natural. O gel contido nas folhas de Aloe Vera, este grande cato das regiões quentes, contém mais de 80 elementos nutritivos muito benéficos para a pele, especialmente quando esta é afetada por estrias.
2- As manteigas vegetais
São substâncias gordas com as mesmas propriedades dos óleos vegetais. Permitem nutrir a derme, reparar a pele danificada, melhorar a elasticidade da epiderme e proteger a pele das agressões externas. A utilização de manteigas como a manteiga de karité (nutritiva e protetora), a manteiga de cacau (emoliente) ou a manteiga de manga (especial para pele seca!) permite tratar eficazmente qualquer tipo de estrias.
3- As esfoliações
As esfoliações suaves são o primeiro passo dos cuidados. Permitem libertar a pele das células mortas, refinar a sua textura e reativar a microcirculação, para uma derme mais oxigenada. Devem ser realizadas no máximo 2 a 3 vezes por semana – acima disso, a pele é “sobrecarregada” e obtém-se o efeito contrário ao desejado. Pode fazer uma esfoliação caseira com açúcar fino e um óleo vegetal natural. Ou pode optar por esfoliantes cosméticos, como o nosso Gommage Vergetures, respeitador da pele e especialmente formulado para atenuar as estrias.
4- As massagens
Permitem uma boa oxigenação dos tecidos e a reativação da microcirculação. A derme recebe a água, o oxigénio e os minerais de que necessita para cicatrizar e regenerar-se. Massagens diárias nas estrias permitem estimular a produção de colagénio. Entre as técnicas de massagem mais conhecidas, podemos referir a técnica de Jacquet, que consiste em beliscar a pele entre o polegar e o indicador, com a polpa dos dedos, através de pequenos beliscões vigorosos. Pode também falar-se da escovagem a seco, uma massagem feita sobre pele seca, com a ajuda de uma escova específica em fibras naturais (sisal, crina, loofah, tampico). Esta escovagem suave do corpo estimula a circulação sanguínea e otimiza a flexibilidade da pele. A frequência aconselhada é uma massagem diária de 10 minutos, escovando sempre na direção do coração, para otimizar a microcirculação.
5- Os aparelhos
Hoje em dia, já é possível adquirir pequenos aparelhos para tratar as estrias em casa. Os aparelhos anti-estrias de uso doméstico recorrem essencialmente a duas técnicas: a microdermoabrasão ou a luminoterapia (led). Estes dispositivos médicos são geralmente utilizados para diferentes cuidados da pele: tratamento da acne, atenuação de rugas e manchas de hiperpigmentação, redução de vermelhidão, estrias. O seu preço varia entre 100 e 300€. Se optar por um aparelho anti-estrias, informe-se bem previamente, siga escrupulosamente as instruções de utilização (ou até fale antes com o seu médico) e experimente o aparelho numa pequena zona da pele (por exemplo, numa estria discreta) antes de o utilizar mais amplamente no corpo.
Tratamento das estrias: as alternativas médicas
Por fim, como falar de estrias sem mencionar as técnicas desenvolvidas pela medicina estética… Não consistem em “remover” as estrias (uma vez que isso significaria retirar pele), mas sim em:
1- Estimular a produção de colagénio
- Injeções de plasma: injeções que estimulam as células subcutâneas responsáveis pela produção de fibras elásticas.
- Carboxiterapia: injeções de dióxido de carbono esterilizado, com o objetivo de reativar a microcirculação e a renovação celular.
- Laser: existem diferentes tipos de técnicas de laser. Algumas vão “criar” uma inflamação artificial para reativar a produção de colagénio, enquanto outras vão coagular o sangue responsável pela coloração das estrias.
- Microagulhamento: uma técnica que consiste em criar microperfurações na derme para favorecer a microcirculação e o processo regenerativo da pele.
- Radiofrequência: um método que permite aquecer as camadas profundas da pele para estimular a produção de colagénio e elastina e, assim, dar à pele um aspeto mais preenchido.
- Lâmpada Led: uma técnica não invasiva que, tal como a radiofrequência, vai, pelo efeito de calor devido às emissões por led, estimular a produção de fibras elásticas.
2- Alisar a epiderme
- Peeling e dermoabrasão: o peeling é uma esfoliação superficial e profunda para alisar o aspeto sulcado das estrias existentes, ao mesmo tempo que estimula a pele em profundidade.
- Cirurgia estética e reparadora: uma cirurgia que consiste em remover a pele afetada pelas estrias. Só é realizada se a quantidade de pele excedente e a sua qualidade forem adequadas.
Importa referir que estas intervenções, mesmo sendo pouco ou nada invasivas, não são banais. Qualquer ato de medicina estética exige tempo de reflexão e pode provocar efeitos indesejáveis.





