O corpo ideal não existe e a beleza tem muitas faces. No entanto, alguns objetivos de “emagrecimento” teimam em persistir. É o caso do thigh gap que, a partir dos anos 2010, se impôs como um padrão de magreza a atingir. Mas do que se trata exatamente? O thigh gap está ao alcance de todas as mulheres? Eis o essencial a saber: a definição, a origem desta tendência, o papel da genética e das hormonas e, depois, dicas de exercício físico, alimentação e cuidados para o interior das coxas.
O que é o thigh gap?
O thigh gap, literalmente “espaço entre as coxas“, designa na verdade o afastamento entre as coxas quando se está de pé com as pernas juntas. É determinado sobretudo pela genética e depende, portanto, da estrutura inata do corpo. As mulheres que o possuem naturalmente são, em geral, ou fisiologicamente magras, ou têm uma bacia bastante larga e coxas finas.
Nos anos 2010, o thigh gap tornou-se o objetivo de beleza e emagrecimento a alcançar para muitas mulheres, a começar pelas adolescentes. Com efeito, o surgimento das redes sociais e as imagens veiculadas pelos media tenderam a normalizar este tipo de morfologia. O fenómeno originou ainda numerosos excessos entre as jovens mulheres que, para atingir este ideal, se entregaram a dietas alimentares extremas, chegando mesmo a desenvolver perturbações do comportamento alimentar.
Thigh gap ou “tight gap”: qual é a grafia correta?
O termo correto é thigh gap. Vem do inglês “thigh”, que significa “coxa”. Ainda assim, é frequente encontrá-lo escrito “tight gap” ou “thight gap”. Estas grafias aproximadas referem-se à mesma coisa: o espaço visível entre as coxas de uma mulher de pé, com as pernas juntas. Em português, fala-se simplesmente do espaço ou do “vão” entre as coxas.
O que significa o espaço entre as coxas de uma mulher?
O espaço entre as coxas de uma mulher reflete sobretudo a sua morfologia. Depende principalmente da genética: a largura da bacia, a forma das ancas e a finura natural das coxas. Aliás, o thigh gap não é apenas uma questão de peso. Este espaço, ou a sua ausência, nada diz sobre a beleza de uma silhueta, nem sobre o valor de quem a tem. Por isso, não deve servir de medida para avaliar o próprio corpo.
Todas as mulheres podem exibir um thigh gap pronunciado?

A resposta é não, a menos que se prive de comer. Cada mulher possui uma morfologia particular, fruto da herança genética. Se, na sua família, as mulheres são naturalmente curvilíneas e têm coxas generosas, e herdou esse traço físico, será difícil exibir um thigh gap pronunciado. O mesmo se aplica às mulheres com ancas estreitas: as suas coxas estarão naturalmente mais próximas e terão de fazer um esforço redobrado para conseguir esse famoso espaço, arriscando mesmo a sua saúde. É preferível reconciliar-se com o seu corpo tal como ele é, em vez de perseguir um objetivo inatingível.
Importa ainda sublinhar que o thigh gap não é apenas uma questão de peso: as hormonas femininas também desempenham um papel. As mulheres produzem, desde a adolescência até à menopausa, estrogénios e progesterona. E estas hormonas favorecem o armazenamento de gordura, tendo em vista uma possível gravidez, bem como a retenção de líquidos. Ora estes dois fenómenos tendem a “engordar” a parte inferior do corpo (nádegas-ancas-coxas). Neste contexto, é difícil exibir um thigh gap pronunciado.
Os números falam por si, uma vez que 40% das francesas usam o tamanho 44 ou maior e o tamanho de calças mais comum é o 40. A norma não é, portanto, a combinação thigh gap-coxas de sílfide… Em contrapartida, um estilo de vida saudável, uma atividade física adequada e massagens localizadas podem ajudá-la a cuidar do interior das suas coxas, em vez de tentar obter a todo o custo um thigh gap pronunciado.
Como tonificar o interior das coxas?
1- A rotina desportiva certa
Para trabalhar o interior das coxas, certos exercícios são particularmente interessantes, pois solicitam os adutores.
Cossack squats

Uma variação dos squats clássicos, que se realiza da seguinte forma:
- De pé, afaste os pés além da largura dos ombros. Mantenha os braços ao longo do corpo.
- Na inspiração, desça para a posição de squat para o lado esquerdo, enquanto a perna direita fica estendida. Os braços estão fletidos à frente do peito, o tronco ligeiramente inclinado para a frente para manter o equilíbrio.
- Na expiração, suba apoiando-se na perna esquerda.
- Repita do outro lado (squat com a perna direita, perna esquerda estendida).
- Faça 2 a 4 séries de 20 squats.
Afundos

- Comece de pé, pernas afastadas à largura das ancas, cabeça e costas direitas.
- Na inspiração, avance a perna direita dando um passo, transferindo o peso do corpo para essa perna. Flita o joelho direito até que a coxa direita fique paralela ao chão. A perna esquerda atrás fica semifletida, com o joelho esquerdo próximo do chão. As costas mantêm-se sempre bem direitas.
- Na expiração, suba empurrando com a coxa direita.
- Repita 10 vezes e depois mude de lado.
- Faça 2 a 4 séries de 20 afundos.
Clamshell com elástico de fitness

A utilização de um elástico permite aumentar a intensidade do exercício.
- Deite-se de lado, pernas dobradas, em equilíbrio sobre o antebraço.
- Coloque o elástico à volta das coxas.
- Na inspiração, levante o joelho de cima, de forma a abrir as coxas.
- Na expiração, desça o joelho sem tocar na outra perna, de modo a manter os adutores sob tensão.
- Repita 10 vezes e depois mude de lado.
- Faça 2 a 4 séries de 20 aberturas de coxas.
2- A alimentação certa

Adotar uma alimentação saudável e equilibrada não lhe garante um thigh gap pronunciado, mas faz parte de um estilo de vida saudável. Para saber mais, pode também ler o nosso artigo sobre o armazenamento de gordura ao nível das coxas. Assim:
- privilegie os alimentos naturais e cozinhe as suas próprias refeições;
- consuma fruta e legumes, proteínas magras, gorduras com grande moderação (e de preferência as boas) e hidratos de carbono complexos com IG baixo;
- evite petiscar entre as refeições e os alimentos calóricos (gordurosos, salgados, açucarados… já sabe!);
- beba regularmente água, chá e infusões, repartindo-os ao longo do dia.
3- Os cuidados certos
Por fim, as massagens e os cuidados localizados podem completar esta rotina. A nossa rotina Cellublue especial “coxas” foi pensada para cuidar do interior das suas coxas. Assim:
- todas as manhãs, aplique o nosso gel Cryo nas suas coxas, insistindo no interior. É enriquecido com cafeína e lótus do Oriente;
- todas as noites, aplique o nosso creme de noite com pequenos movimentos circulares. A sua formulação tem por base a alga fucus;
- todos os dias, massaje as suas coxas com o nosso dispositivo sem fios, equipado com três cabeças de massagem, para completar os seus cuidados.
O aparelho de massagem sem fios: 2 900 rotações por minuto para estimular a pele
- Uma massagem mecânica profunda: rotações e vibrações, até 2 900 voltas por minuto, amassam a pele das coxas, da barriga, dos braços e das nádegas
- 2 cabeças complementares: a cabeça de esferas amassa em profundidade e, depois, a cabeça ondulada alisa e tonifica à superfície
- 5 intensidades em ecrã tátil, luz azul, sem fios e silencioso
Perguntas frequentes
O que é o thigh gap?
O thigh gap, literalmente “espaço entre as coxas”, designa o afastamento entre as coxas quando se está de pé, com as pernas juntas. Depende sobretudo da genética e da estrutura do corpo, nomeadamente da largura da bacia e da finura das coxas.
Como ter um thigh gap?
Tudo depende da sua morfologia: se tem ancas estreitas ou coxas naturalmente generosas, será difícil conseguir um thigh gap pronunciado. Os exercícios que solicitam os adutores permitem trabalhar o interior das coxas. Uma alimentação equilibrada e os cuidados localizados apresentados acima podem completar esta rotina.
Porque é que algumas mulheres não têm thigh gap?
Cada mulher tem uma morfologia própria, herdada da família: a largura da bacia, a forma das ancas e a silhueta das coxas variam de pessoa para pessoa. Não ter thigh gap é, por isso, perfeitamente comum.
É preciso fazer uma dieta rigorosa para ter um thigh gap?
Não. A obsessão pelo thigh gap levou algumas jovens a seguir dietas extremas, pondo em risco a sua saúde. É preferível optar por uma alimentação saudável e equilibrada e reconciliar-se com o próprio corpo. Em caso de dúvida sobre a sua alimentação, peça a opinião de um médico ou de outro profissional de saúde.
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