Quer conhecer melhor as plantas dos remédios de antigamente? Conhece o capim-rasteiro? Não, nada a ver com o sorriso de um cãozinho a abanar o rabo! Esta planta herbácea, que encontramos em todos os jardins, tem uma longa história na fitoterapia. Descrição, composição, usos tradicionais, plantas aparentadas e precauções: revelamos os seus segredos.
Segredo n.º 1: o capim-rasteiro, uma «erva daninha» diferente 🌱💚
Utilizada desde tempos imemoriais, esta planta herbácea da família das Poaceae possui um nome científico encantador: Elytrigia (também chamada Agropyrum repens ou Elymus repens) segundo o INPN (Inventário Nacional do Património Natural).
Por detrás deste nome erudito esconde-se uma planta vivaz que mede entre 30 cm e 1,2 m. Possui um rizoma longo e rastejante. Devastadora para os jardins, esta erva daninha é, no entanto, conhecida há muito tempo pelos apreciadores de plantas e de infusões.
É composta por mucilagens, glucídeos que incham com a água. Contém também sais de potássio e polissacarídeos. É a raiz que é utilizada para preparar infusões. Se se interessa pela hidratação e pelas pernas inchadas, leia também o nosso artigo sobre a retenção de água.
Segredo n.º 2: o capim-rasteiro e outras infusões tradicionais 🍸💚
Os excessos alimentares do fim de semana ou as fartas refeições das festas pesam no estômago? Para uma pausa suave, a fitoterapia propõe várias bebidas quentes, como uma infusão de dente-de-leão, muitas vezes citada ao lado do capim-rasteiro pelos fitoterapeutas.
Para a infusão de dente-de-leão, a preparação para adultos consiste em colocar uma colher de sopa generosa numa chávena de água quente e deixar em infusão durante pelo menos 3 minutos. Beber duas a três chávenas por dia é suficiente.
No entanto, esta bebida é desaconselhada em caso de problemas hepáticos ou da vesícula biliar. Por precaução, peça a opinião de um médico ou de um profissional de saúde, sobretudo durante a gravidez ou o período de amamentação.
Segredo n.º 3: o capim-rasteiro nos usos tradicionais ☕💚
Voltemos ao nosso cãozinho e aos seus dentes. Quando mastigam erva, os nossos amigos de quatro patas escolhem sobretudo os rebentos jovens de capim-rasteiro. A planta figura também no Dictionnaire des plantes médicinales et vénéneuses de France, uma obra de referência da fitoterapia.
Esta obra sobre a vegetação foi redigida por um cónego chamado Paul-Victor Fournier em 1947. É um testemunho da presença do capim-rasteiro nos usos tradicionais de antigamente. A tradição associava-o frequentemente à cevada e ao alcaçuz, para preparar uma bebida à base de rebentos jovens. Um costume de outros tempos que recorda como as plantas dos prados sempre fizeram parte do nosso quotidiano.
Por fim, o capim-rasteiro contém inulina, uma fibra alimentar que também se encontra noutros vegetais, como a chicória ou a alcachofra.
Segredo n.º 4: o cardo-mariano, outra planta da fitoterapia 💃💚
O capim-rasteiro não é a única planta dos usos tradicionais. O cardo-mariano, reconhecível pelas suas folhas marmoreadas de branco, é também uma planta conhecida na fitoterapia.
Já era utilizado na Antiguidade. A preparação da infusão de cardo-mariano é a seguinte: 3,5 gramas de sementes secas desta planta, chamadas aquénios, devem ser colocadas a ferver em 150 ml de água.
Uma vez pronta, é habitual bebê-la meia hora antes das refeições. Esta bebida é, no entanto, contraindicada para mulheres grávidas ou a amamentar e em caso de obstrução das vias biliares. Peça a opinião de um médico ou de um profissional de saúde antes de a consumir.
Segredo n.º 5: precauções a ter em conta 🍓💚
O capim-rasteiro foi objeto de trabalhos de investigação, nomeadamente de um estudo publicado em 2005 e realizado em animais. Estes trabalhos não permitem tirar conclusões para os seres humanos: uma planta não é isenta de riscos e é preferível manter-se prudente.
Tenha cuidado se sofrer de doenças cardíacas ou renais, se estiver grávida ou a amamentar e se tomar medicamentos hipoglicemiantes ou diuréticos. Fale com o seu médico.
Capim-rasteiro e silhueta: o que deve ter em mente
Na Internet, o capim-rasteiro é muitas vezes associado ao desejo de recuperar uma silhueta mais leve. No entanto, os trabalhos referidos acima foram realizados em animais. Não permitem tirar conclusões para os seres humanos. Uma chávena de infusão é, acima de tudo, uma bebida quente e reconfortante, a integrar numa alimentação variada e num estilo de vida ativo.
Se deseja alterar a sua alimentação ou pondera tomar plantas em infusão, peça a opinião de um médico ou de um farmacêutico. Ele saberá orientá-la de acordo com a sua situação.
Já sabe tudo sobre o capim-rasteiro: a sua descrição, composição, usos tradicionais e precauções a ter em conta. Ao passear pelos prados, cabelos ao vento, vai olhar de outra forma para esta planta prolífica! E antes de iniciar qualquer tratamento com infusões, peça aconselhamento a um médico ou farmacêutico.
Leia também os nossos conselhos
Perguntas frequentes
Que parte do capim-rasteiro é utilizada?
É a raiz do capim-rasteiro que é utilizada para preparar infusões. Esta planta vivaz possui um rizoma longo e rastejante, bem conhecido dos jardineiros que tentam livrar-se dele.
O que contém o capim-rasteiro?
O capim-rasteiro contém mucilagens, glucídeos que incham em contacto com a água, bem como sais de potássio, polissacarídeos e inulina, uma fibra alimentar.
O capim-rasteiro é adequado para todas as pessoas?
Não. É necessário ter cuidado em caso de doença cardíaca ou renal, durante a gravidez ou a amamentação, e se tomar medicamentos hipoglicemiantes ou diuréticos. Peça a opinião do seu médico antes de o consumir.
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