Stress e ganho de peso: compreender a relação para a gerir melhor
Porque é que o stress pode influenciar a silhueta, em particular ao nível da barriga? Qual é o papel do cortisol? E que hábitos adotar no dia a dia para gerir melhor as tensões: identificar as fontes de ansiedade, cuidar do corpo, mexer-se regularmente e reequilibrar a alimentação? Eis alguns pontos de referência para compreender melhor esta relação.
Ritmo diário frenético, pressão e tensão no trabalho, prazos curtos… Vários aspetos da nossa vida atual, moderna, ativa e hiperconectada, são fonte de stress crónico ou passageiro. Esta ansiedade pode ter os seus lados positivos, mas, em algumas pessoas, também pode ser acompanhada de ganho de peso.
O que é o stress?
É um estado de perturbação causado por uma agressão ou um perigo, por pensamentos que geram frustração ou preocupação, por uma situação de esgotamento ou por um ambiente hostil ou difícil. Podemos, por exemplo, sentir stress após uma demissão, assim como podemos viver um período de ansiedade durante uma rutura amorosa ou uma competição desportiva. Consoante a psicologia de cada um, as fontes de stress são diferentes.
O stress aumenta o nível de cortisol no nosso organismo: o cortisol, conhecido por ser a hormona do stress. Esta hormona fornece ao cérebro a energia necessária para enfrentar situações perturbadoras e intervém na regulação das funções cardiovascular e imunitária, bem como da pressão arterial. Um excesso prolongado de cortisol pode perturbar a qualidade do sono e o equilíbrio geral do organismo (1).

Stress e ganho de peso: qual a relação?
De acordo com as investigações sobre a relação entre o stress e o excesso de gordura abdominal realizadas pela Dra. Elissa Epel da Universidade da Califórnia em São Francisco (2), o excesso de cortisol estaria associado a uma acumulação de gordura mais marcada ao nível do abdómen.
As mulheres têm maior tendência para associar stress e ganho de peso e para engordar na zona do ventre. Assim, o stress pode ser acompanhado de um desequilíbrio hormonal associado a um excesso de peso à volta da cintura. Com efeito, em situação de pânico, o corpo tende a reclamar comida, que nos dá a ilusão, a curto prazo, de canalizar as emoções negativas, a depressão, a raiva ou o cansaço.

Viver melhor com o stress: adote novos hábitos de vida
Para gerir melhor o stress no dia a dia, adote hábitos de vida saudáveis e uma alimentação equilibrada (3). Um estilo de vida equilibrado é essencial, pois é na origem do problema que é preciso agir.
1- Identifique as causas do stress
Aprenda a identificar as causas de ansiedade no dia a dia e a reduzi-las ou resolvê-las a longo prazo. De seguida, familiarize-se com a gestão do stress através de pequenos exercícios e ferramentas simples para se sentir tranquilo no quotidiano: controlo da respiração, música relaxante, meditação, desconexão das redes sociais, etc.
2- Cuide do seu corpo
Para descontrair, reserve momentos de cuidado para si: uma massagem, um banho quente, uma rotina de beleza de que goste. Nenhum cuidado faz desaparecer as gorduras ligadas ao stress, mas estes rituais oferecem uma verdadeira pausa no dia. A Cellublue criou um Sérum Adelgaçante com um complexo patenteado à base de Algas vermelhas, para aplicar em massagem nas zonas que deseja mimar.
3- Pratique desporto
Adote atividades físicas regulares: desporto, dança, caminhada, yoga, etc., que ajudam a relaxar, a libertar a tensão e a recuperar alguma serenidade.
4- Reequilibre a sua alimentação
Uma alimentação equilibrada faz parte de um estilo de vida saudável, sem ser um remédio contra o stress. Assim, depois de limitar os alimentos demasiado gordurosos e açucarados nos seus armários, dê lugar a alimentos variados. Por exemplo, alimentos ricos em magnésio como o chocolate negro, os oleaginosos, os frutos do mar e os cereais integrais; proteína animal (carne, peixe, ovos) e proteína vegetal (leguminosas e soja), nozes, bem como frutas e legumes.
Fontes e referências:
(1) Stress, traumatismes et insomnies (2012), https://www.cairn.info/stress-traumatismes-et-insomnies–9782842541750-page-31.htm
(2) Journal of Psychosomatic Medicine, setembro/outubro 2000
(3) Apprivoiser le stress, « Les Grands Dossiers des Sciences Humaines 2011/6 (N° 23) https://www.cairn.info/magazine-les-grands-dossiers-des-sciences-humaines-2011-6-page-16.htm
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